Servido em 27.07.12 | 13:25
Alexandre Lalas
A Era da Madeira, tempo em que produtores usavam e abusavam do uso de barricas novas de carvalho na produção do vinho, parece mesmo estar com os dias contados. Um dos baluartes do uso de madeira nova, a espanhola Dominio de Pingus, de Peter Sisseck, anunciou que está reduzindo drasticamente a quantidade de carvalho usada nos vinhos da casa.
Fundada em 1995, desde sempre a Pingus foi colecionadora de notas altíssimas da imprensa especializada. A receita para o sucesso incluía produção mínima, uvas maduras e sãs, super extração, concentração, e muita madeira nova. Logo após a fermentação malolática, o vinho que já estagiava em carvalho novo, era mudado para outras barricas também novas. Daí nascia a expressão “envelhecida em 200% de carvalho novo”.
Pois, quem diria, nos últimos anos, Sisseck reduziu as compras de 250 para 100 barris por ano. E – sinal dos tempos – anunciou que irá reduzir ainda mais a quantidade de madeira nova comprada anualmente. A justificativa do enólogo é de que as vinhas estão mais velhas, já gerando uma maior concentração natural. Além disso, segundo Sisseck, novas técnicas de produção fazem com que o uso de carvalho novo seja cada vez menos necessário.
O enólogo jura que tal decisão nada tem a ver com o custo da madeira nova, a recessão ou mesmo com uma tendência mundial de vinhos mais puros. Mas o fato é que a barrica usada pela Pingus, fabricado pela Taransaud, custa 1,2 mil libras, quase o dobro do preço de uma barrica normal. “Nós estamos simplesmente evitando o contato do vinho com madeira nova”, justificou. O Pingus 2008 é o primeiro vinho da vinícola lançado com estágio de 100% em madeira velha. Para quem usava 200% de madeira nova, é uma mudança e tanto...
COMENTÁRIOS
Postado Por JAVIER CARRAU
27.07.2012 | 21:14
A ver que te parece ésta nota, parece muy interesante y creo que es importante leer los argumentos que dan para cada día usar más madera de roble usado y menos nueva .
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