Servido em 06.05.11 | 11:43
Reinaldo Paes Barreto
Quando se fala em vinho húngaro a primeira imagem que salta aos olhos (e à boca?) é o Tokay, dourado e doce. Mas, hoje, isso é apenas um pouco da verdade.
Essa região, situada a 200 km a leste de Budapeste, estende-se por uma zona de produção de cerca de 6.000 hectares. A Hungria, hoje, planta a vinha em 22 regiões.
Este "chão" é o reflexo de uma tradição vinícola única, existente há pelo menos mil anos e que se manteve intacta até aos nossos dias e a sua paisagem cultural histórica faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde Junho de 2002, segundo a Wikipédia
É uma área banhada pelos rio Tisza e Bodrog, o que confere ao Tokay uma semelhança com o seu maior, o Château d`Yquem, também ele fruto da Gironda e da Garonne (donde a região se chamar Bordeaux, segundo alguns a apocope de "au bord des eaux")
As principais castas utilizadas nesta região, nomeadamente para a elaboração do Tokaji, são fundamentalmente as furmint (casta com um elevado potencial aromático), hárslevelü (que proporciona a formação de um elegante buquê nos vinhos obtidos) e a muscat. E as suas caves são cavadas nas rochas das montanhas vulcânicas da região, formando labirintos que chegam a ultrapassar os 30 quilômetros, ainda segunda a Wikipédia.
Mas ao contrario do se pensa a primeira vista, (primeiro gole?), ha vários tipos de Tokay. O clássico é o "de sobremesa", essencialmente o produzido com uvas botrytizadas -- o Tokay Aszú. Mas há um vinho Tokay seco, de mesa, branco, muito apreciado. É cultivado por um produtor de sucesso, o Szepsy.
E há tintos muito bons na Hungria, produzidos com a casta furmint ou a kadarka (além de outros, que se utilizam da cabernet-sauvignon e da cabernet franc).
O único problema é... ler os rótulos. Eles não falam outra língua, a não ser o húngaro!
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