Novo sistema de conservação dos pulmões para transplante

Uma equipe de médicos espanhóis criou um sistema mecânico que permite que os pulmões que foram extraídos para um transplante continuem respirando no intervalo de tempo decorrido desde a sua extração até a implantação no corpo do receptor. O sistema foi apresentado no hospital Puerta de Hierro, em Madrid. Esse sistema consegue minimizar a degradação que sofrem os pulmões, o seu transporte para o centro hospitalar de origem (de onde foi extraído o órgão) até o hospital onde se encontra o receptor ( a pessoa que lhe vão ser implantados tais pulmões). Essa redução do risco é conseguida através de um sistema chamado Perfusão Exvivo Pulmonar Portátil, que consiste na introdução de os pulmões em uma máquina, nada mais do que ser extraídos do corpo do doador. Os pulmões funcionam a temperatura corporal através de um respirador e uma bomba que impulsiona um composto de preservação que está misturado com sangue, o que faz com que os órgãos possam se mover "respirando" em uma situação praticamente idêntica à que teriam se estivessem já implantados. Entre os benefícios que apontam os médicos responsáveis do projecto citaram : o melhor aproveitamento dos doadores, já que com uma máquina destas características, podem cobrir distâncias mais longas entre a recepção e a implantação. O equipamento médico ressaltou a importância de incentivar as doações, e comentaram que a nova técnica permite dispor de mais tempo –até 24 horas– desde a extração até a implantação do órgão, pelo que se poderá dispor de mais pulmões e de melhor qualidade e, assim, evitar também, que o órgão que vai ser transplantado sofra danos durante o transporte. Também há que salientar, que o novo sistema permitirá, no futuro, recuperar pulmões que, em princípio, não se consideravam válidos para o transplante, o que contribuirá para aliviar o problema da escassez deórganos. Imagem de: saludequitativa