Células NK para combater o câncer

As terapias com células abrem novas vias de investigação na luta contra elcáncer. A idéia de curar a doença com organismos vivos já não é uma utopia e cada vez são mais os estudos e pesquisas que buscam usar as nossas próprias defesas para lutar contra as células cancerígenas. As células NK ("natural killer") estão estudando em diferentes ensaios clínicos. Estas células são conhecidas como "matadoras naturais" que estão dentro de nosso próprio organismo e detecta situações anormais que acontecem no interior de uma pessoa, como pode ser a presença de células cancerígenas e quando as localizam as destroem, de forma rápida e eficaz. São umas aliadas que nos oferece o sistema imunológico para nos proteger e que se encontram na medula óssea e gânglios linfáticos. Além disso, sua eficácia é dada porque podem distinguir-se tanto às células cancerígenas, incluindo aquelas que sofreram algum tipo de mutação ou foram infectadas por algum tipo de vírus. Além disso, ao contrário dos linfócitos, nascem com uma capacidade inata de atacar qualquer tipo de ameaça. Estes projetos que usam células para combater a doença seriam especialmente úteis nos casos de câncer infantil, já que em sua grande maioria estão determinados em um alto grau por fatores genéticos ou celulares, enquanto que o câncer adulto entram em jogo outros fatores, como o ambiente, a alimentação, o estilo de vida... Nos ensaios que estão sendo realizados neste sentido, o tratamento é dividido em duas fases: primeiro, os pacientes recebem um transplante de células de seus pais para, posteriormente, aos 30 dias, receber uma infusão destas natural killers. Os resultados estão sendo muito positivos, mas como sempre tem que salvar prudência, já que se encontra em uma fase muito inicial de experimentação. Mas se espera que em cinco anos se possa estabelecer, juntamente com os outros tratamentos já existentes, uma terapia baseada nestas "natural killers". As investigações que estão sendo feitas com estas terapias celulares permitirá oferecer mais alternativas na hora de lutar contra a doença e, ao mesmo tempo, a continuar a reduzir a taxa de mortalidade. É um caminho longo, mas que vai dando os seus frutos, pouco a pouco.