A leptina sintética melhora a amenorréia hipotalâmica

A amenorréia hipotalâmica caracteriza-se pela ausência de períodos menstruais devido à supressão do eixo Tálamo-hipófiso-ovárico, no qual não se identificam doenças anatômicas ou orgânicas. Costuma ocorrer em adolescentes e em mulheres jovens cuja amenorréia tem seis meses de duração. Quando esta condição ocorre em adolescentes durante o período inicial posmenarca pode ser difícil diferenciá-la da imaturidade do eixo Tálamo-hipófiso ovárico, embora haja que ter em conta, que as adolescentes, os ciclos menstruais não duram mais de 45 dias durante esse período. As mulheres com pouca gordura corporal, entre as quais se incluem as atletas e bailarinas, além das que possuem distúrbios de conduta alimentar, são muito mais propensas a desenvolver amenorréia hipotalâmica. Um estudo realizado no Centro Médico Beth Israel Deacones, em Boston, foi possível verificar que a ausência de leptina, contribui para a ocorrência de amenorréia hipotalâmica e que o tratamento com a forma sintética do hormônio, pode restaurar a fertilidade, assim como, reduzir o risco de fraturas. Em um período de trinta e seis semanas foi-lhes dado às vinte participantes, que tinham idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos , metreleptina -forma química da leptina– ou placebo. Os resultados mostraram que as injeções percutáneas da leptina sintética, produziram níveis elevados de hormônio mês depois de iniciar o tratamento, portanto, sete das dez mulheres tratadas começaram a menstruar e quatro das sete a ovular. Comparados com as mulheres que receberam placebo, as tratadas com metreleptina mostraram um melhor perfil hormonal e elevados níveis de biomarcadores que indicavam a formação do osso, é um exemplo de como a pesquisa pode levar descoberto em laboratório a aplicar-se com um benefício tangível para os pacientes. Imagem de: doctorpercyzapata